Adoção ilegal de
gêmeos foi o caso
mais polêmico
Arquivo FolhaEdson da Silva PraczikApesar do maior risco, não foram os três sequestros de crianças ocorridos no ano passado que mais chamaram atenção ao trabalho do Sicride. Foi, sim, o caso de adoção ilegal de um casal de gêmeos pelo deputado estadual Edson da Silva Praczik (PL), pastor e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa.
Depois de meses de investigação, a polícia indiciou o deputado, seu chefe de gabinete, Paulo Ronaldo de Andrade, e os pais biológicos das crianças, Natálio Firszt, e Marisa de Souza Taborda da Maia, moradores de Campo Largo, na RMC.
Os quatro foram acusados de comércio de bebê. O deputado e Ronaldo de Andrade são acusados também de registro falso de criança, já que Praczik registrou os gêmeos como filhos seus e da mulher Rosária.
Respaldado pela imunidade parlamentar, o deputado dificilmente será julgado pelo caso. A mulher dele negou participação e foi inocentada. Andrade e os pais biológicos respodem o processo, que tramita no Fórum de Campo Largo.

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