A incidência cada vez maior de crianças com Aids e a morte precoce dos pais pela doença têm feito crescer o número de crianças órfãs e abandonadas pela família no Brasil. Nestes casos, a perspectiva de adoção é ainda menor do que para as crianças saudáveis, principalmente para aquelas com mais de dois anos de idade e que já não têm mais chances de reverter naturalmente a doença.
Segundo a técnica administrativa da Comissão Estadual Judiciária de Adoção, Jane Pereira Prestes, os casos de adoção de crianças soropositivas são muito raros. ‘‘A maioria dos casais alega medo de perder o filho adotivo ou têm preconceito em relação à doença’’, diz. Desde 1994, apenas duas crianças portadoras do vírus HIV foram adotadas no Paraná.
Atualmente, há em Curitiba duas casas de apoio às crianças com Aids. A Morada do Sol, inaugurada há um ano, e a Associação Paranaense Alegria de Viver (Apavi) atendem diretamente 33 crianças órfãs e fornecem cestas básicas e medicamentos para outras 60 famílias que têm filhos soropositivos. A maioria vêm de famílias pobres residentes nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba.

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