ADOÇÃO - Despreparo gera devoluções
O caso da devolução de uma menina adotada a um abrigo, em Minas Gerais, reflete o despreparo de muitos casais para se tornar pais e mães. A criança de oito anos ficou com os pais adotivos por oito meses, no período em que detinham a guarda provisória. No dia da audiência final para concessão da guarda definitiva, o casal desistiu da adoção, devolvendo a garota aos cuidados do Estado. A crueldade deste tipo de comportamento é mais comum do que se imagina.
A promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Edina Maria de Paula, diz que embora não existam estatísticas no município, pelo menos uma vez por mês uma criança seja devolvida.
Segundo a promotora, as tentativas de devolução não se restringem aos meninos e meninas adotados com mais idade. Houve situações de pais querendo entregar filhos que foram adotados ainda bebês, revela. Para ela, a atitude desses adultos reflete a falta de preparo para a criação dos filhos.
Para a professora Patrícia de Castro Santos, que adotou os filhos Igor e Karina em 2003, o período de habilitação exigido pela Justiça é de extrema importância. No caso dela, serviu para refletir sobre a decisão tomada. As perguntas que precisei responder me levaram a pensar muito no assunto. Achei o processo necessário.
Ato jurídico (e também de amor) que cria, entre duas pessoas, uma relação análoga, que resulta da paternidade e filiação legítima
A família que pretende adotar uma criança passa por uma análise de assistentes sociais, psicólogos e da Promotoria Pública
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





