O presidente da Associação dos Procuradores do Município de Londrina (Aprolon), João Luiz Esteves, afirma que quando o procurador é de carreira há mais comprometimento, até mesmo porque conhece melhor a máquina administrativa. ''Quando se tem um corpo jurídico que o prefeito pode demitir a qualquer momento, porque não gostou do parecer, ou contrariou seus interesses, por exemplo, o interesse do município, e não do prefeito, pode ficar prejudicado. Hoje, os procuradores são admíssiveis e demissíveis pelo prefeito.''
De acordo com Esteves, que é procurador do Município de Londrina, o papel desse profissional é a defesa do interese público, independente de quem seja o administrador. ''Muitas vezes a população tem uma compreensão, até mesmo equivocada, de que o procurador do município é advogado do prefeito, que é um cargo político e que está ali para fazer um papel político. Não é esse o papel do procurador e nem deve ser. E os administradores têm de ter essa compreensão também.''
O maior prejuízo conforme ele, é que com a omissão no artigo da Constituição, não haja continuidade do serviço jurídico. ''Municípios que só têm cargo de confiança, toda vez que muda o prefeito, saem todos e entram outros. Defendemos que esse tipo de distorção não ocorra nos municípios e que tenham procuradores de carreira. Existem muitos municípios que os cargos são todos em comissão. Perto de Londrina, há prefeituras que não há nenhum procurador com cargo de carreira'', lembra.

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