A Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no Jardim Dom Bosco (Zona Oeste da Londrina), foi uma das primeiras da Arquidiocese a adotar o novo modelo de gestão. O responsável pela paróquia, padre Romão Antonio Martini Martins, reconhece que o novo formato facilita o planejamento administrativo financeiro, mas ressalva que a contabilidade tem algumas diferenças com o modelo praticado nas empresas.
''O plano de contas da Igreja precisa contemplar algumas particularidades, como a solidariedade e a evangelização, itens que uma empresa não tem'', afirma.
O padre Martins lembra também que há mudanças em termos de recursos humanos, com critérios bem mais profissionais na contratação de trabalhadores. ''Nenhuma paróquia está autorizada a ter funcionário sem registro, a não pagar horas extras e não pode haver nenhum tipo de exploração de funcionário.'' O cumprimento da legislação vale até mesmo para tarefas mais simples, como a contratação de uma diarista ou de um jardineiro. Agindo desta forma, o padre Martins justifica que a Igreja fica com a liberdade manter um funcionário ou em dispensá-lo quando for preciso.
O novo modelo de gestão foi concebido há cerca de 10 anos pelo próprio padre Martins quando era responsável pela administração da Arquidiocese. Ele visitou inúmeras dioceses em Estados vizinhos para observar como elas funcionavam do ponto de vista administrativo. E, na avaliação dele, o resultado deixava a desejar. Hoje, o padre Martins considera que a Arquidiocese de Londrina é uma das mais modernas do Brasil em termos de administração.
O padre não duvida da seriedade com que era conduzida a parte financeira nas paróquias, mas admite que faltava organização. ''A contabilidade das paróquias muitas vezes não era adequada, quase sem nenhum critério e se limitava ao que entrava e saía, tipo um livro-caixa comum''. Segundo ele, com melhor planejamento da administração, a Igreja tem melhores condições de ajudar os pobres e cuidar do bem-estar dos fiéis. ''Nosso dízimo jamais pode ser para encher a conta bancária. Dízimo para enriquecimento da Igreja é uma coisa vergonhosa'', avalia.(E.A.)

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