Os administradores dos 24 cemitérios da Região Metropolitana de Curitiba passarão hoje por uma prova de fogo. Eles foram convocados pelo Centro das Promotorias do Meio Ambiente para explicar as limitações de infra-estrutura que cada um dos locais possui. A preocupação é saber se há risco de contaminação do lençol freático e o que pode ser feito para evitar danos à população.
A reunião acontece hoje, às 9 horas, no auditório da Secretaria Estadual da Saúde. O promotor de Justiça do Meio Ambiente Sérgio Luiz Cordoni antecipou ontem que os representantes dos cemitérios vão assinar um acordo para providenciar a verificação do índice de poluição. ‘‘O encontro será para esclarecer e firmar um compromisso de apresentar a documentação e laudos dos estudos da água’’, explica.
A promotoria vai determinar a instalação de postos de monitoramento da água que está no subsolo dos cemitério. A intenção é saber se o lençol freático sofreu contaminação provocada pela decomposição de cadáveres. Depois que os postos forem instalados, a promotoria vai realizar inspeções a cada seis meses. ‘‘Vamos fazer vistoria em cada um dos 24 cemitérios após a apresentação dos documentos’’, disse Cordoni.
No ano passado, três cemitérios de Curitiba e um de São José dos Pinhais foram vistoriados pelos promotores do Meio Ambiente. No cemitério municipal do bairro Santa Cândida, por exemplo, os corpos de indigentes eram sepultados numa região onde o lençol freático estava a apenas 1,20 metro da superfície. No Parque do Bonfim, em São José dos Pinhais, a água que corria pelo cemitério era despejada diretamente no Rio Pequeno. (D.V.)

mockup