Administradora trabalha com prazer no cemitério
Administradora trabalha
com prazer no cemitério
A servidora pública municipal Sônia Maria Silvestrin, 41, é a responsável pela administração do Cemitério São Judas Tadeu, em Campo Mourão, há 11 anos. E não falem em tirar ela de lá. Sei que as pessoas chegam aqui numa hora dolorosa, mas gosto deste trabalho, conta. Sônia chegou a ficar afastada do cemitério por três anos, exercendo outras funções, mas admite que não via a hora de voltar.
Sônia também é responsável pela Central de Atendimento Funerário, que atende todas as mortes que ocorrem na cidade. As pessoas chegam aqui desesperadas, mas é asssim que a gente vê a realidade da vida.
Problemas no cemitério, garante Sônia, são poucos. O principal deles é o roubo de flores. Segundo ela, alguns vasos são trocados de túmulos. Outros são até mesmo levados para casa. O vandalismo, segundo a administradora, desapareceu com a ampliação da vigilância. A violação de túmulos também não existe.
Sobre sepulturas, aliás, os pedreiros Joaquim Sabino, 64 anos, e Adão Ponciano de Lima, 45, são especialistas. Os dois vivem exclusivamente da construção de túmulos. É tanto túmulo em ruas tão iguais que, às vezes, as obras saem em lugar errado. Lima, por exemplo, construiu uma sepultura sem perceber que estava trabalhando há 10 metros do local correto. Quando percebeu o erro já era tarde. Só fui ver quando a família reclamou a falta do serviço.
O pedreiro teve que fazer o túmulo no lugar certo com o próprio dinheiro. Para tentar diminuir o prejuízo, ele ainda procurou saber quem estava enterrado no túmulo que havia construído. Queria ver se recebia pelo menos o material, explica. Mas acabei descobrindo que o túmulo era de um indigente. Sabino teve mais sorte. Ele errou o local da obra, mas achou a família e conseguiu receber. (S.S.)





