A administradora da regional da Rua da Cidadania da Matriz, Rosane Amélia dos Santos, diz que a queda nas vendas sentida pelos ambulantes não tem nada a ver com a construção do Mercado Central. ‘‘É apenas um reflexo da crise generalizada do comércio, que tem trazido dificuldades para todos’’, garante.
Segundo Rosane, o mercado é uma nova concepção de comércio popular, e é natural que a idéia enfrente a resistência de algumas pessoas. Ela afirma que existe um grande número de comerciantes satisfeitos com a mudança, que afirmam ter aumentado suas vendas depois que foram transferidos da Praça Rui Barbosa. ‘‘Hoje eles não precisam mais se preocupar com problemas de segurança, ou com o excesso de sol e de chuva’’, diz.
A administradora não concorda com a crítica feita pelos vendedores, segundo a qual a Rua da Matriz seria um ‘‘projeto fracassado’’ por não estar atraindo o público. ‘‘A Rua da Matriz foi concebida para oferecer um futuro melhor aos ambulantes e talvez leve algum tempo para que o público se acostume com a mudança’’, afirma.
A assessoria de imprensa da Urbs informou que não existe nenhuma previsão de redução das taxas de manutenção cobradas atualmente pela empresa. Segundo a Urbs, o valor é pequeno se comparado à infra-estrutura oferecida aos comerciantes e à localização privilegiada do Mercado Central. (C.P.)

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