O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, afirmou na tarde de ontem que ainda não havia recebido a citação da Justiça Federal. Mas adiantou que a administração municipal irá recorrer da liminar.
Sella não quis comentar o parecer que indica a ilegalidade das multas emitidas até 4 de outubro de 1999. ''Nós ainda vamos ter que estudar, já que são mudanças que ocorreram na administração anterior'', lembrou. Mas não aceitou as acusações de desvio de finalidade do dinheiro arrecadado com as multas. ''É um absurdo. A roçagem e capina são feitas com recursos orçamentários. Eu preciso trocar lâmpadas do sinaleiro, preciso gastar com a pintura viária, e isso é tudo despesa de trânsito. Precisamos colocar melhor a questão'', declarou.
O presidente disse que mesmo o pagamento de salários de agentes que fiscalizam ambulantes tem relação com a questão do trânsito e do tráfego de veículos e pedestres. ''Realizamos também campanhas de trânsito. Para educar os motociclistas e promovemos a escolinha de trânsito, em parceria com a Polícia Militar'', frisou.
Sella também rebateu a afirmação de que apenas três dos 19 videovigias estariam funcionando de acordo com as especificações do Inmetro. ''São oito aparelhos na cidade e todos estão funcionando dentro das normas do Inmetro.''
Outra das acusações, a de que existiriam 211 decisões padrões que resultam em um número ínfimo de deferência de recursos, também foi contestada. ''De fato, ocorria a utilização dessas decisões padrões, que funcionavam como os acórdãos dos tribunais, uniformizando a jurisprudência. Mas hoje existem três juntas fazendo a análise de cada caso que motivou recurso'', garantiu. (R.M.)

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