Emerson Cervi
De Curitiba
A secretária de Estado da Administração, Maria Elisa Paciornik, pretende iniciar em 60 dias a implantação de um novo sistema de gerenciamento de recursos humanos para funcionários do governo do Estado. O sistema, totalmente informatizado, vai substituir as atuais 13 gerenciadoras de folhas de pagamento. A modificação deve levar oito meses.
Além de melhorar as condições de fiscalização contra fraudes, o gerenciamento de recursos humanos proposto por Maria Elisa deve gerar uma economia de até 7% da folha. Há dois meses ela viajou à Espanha para conhecer o sistema automatizado. Na próxima semana a secretária envia o projeto ao governo federal, que vai financiar o novo sistema. ‘‘Há uma linha de crédito específica na União para compra de novos sistemas’’, disse a secretária.
Ontem, Maria Elisa esteve no Rio de Janeiro, onde o gerenciamento automatizado já está implantado. Com a automação da folha de pagamentos, os processo de concessão ou bloqueio de benefícios aos servidores passa a ser automático. Hoje, o processo é manual. Isso dificulta a fiscalização de irregularidades como dupla função ou pagamento a funcionários já falecidos.
Se já estivesse implantado, o gerenciamento automatizado de recursos humanos teria evitado equívocos na relação entre pessoas mortas no Paraná em 1998 e funcionários estaduais. Ao comparar a listagem fornecida pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), técnicos da Secretaria de Administração constataram a existência de 16 mil nomes de servidores na lista de mortos. Uma auditagem pelos números de identidade dos funcionários constatou que 99,5% dos casos eram de homônimos - pessoas que têm o mesmo nome. No registro de óbitos do INSS existiam apenas 46 servidores estaduais falecidos e continuavam na folha de pagamentos. A assessoria da Secretaria de Administração informou ontem que estes funcionários morreram há menos de dois meses e os documentos para cancelamento dos salários ainda estão tramitando.

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