Josoé de CarvalhoEmpregados protestam na CâmaraOs vereadores retiraram de pauta por tempo indeterminado - na sessão de ontem, com quatro votos contrários - o projeto de lei proposto por Sidney de Souza (PST), que proíbe a instalação de bombas de auto-atendimento e a implantação de serviço do tipo self-service em postos de combustíveis da Cidade. O projeto - que causou polêmica entre trabalhadores e donos de postos - define como bombas de auto-atendimento os equipamentos automáticos que dispensam o trabalho de frentistas e estabelece que o serviço self-service é aquele em que o consumidor opera a bomba de abastecimento e realiza outros serviços oferecidos pelos estabelecimentos comerciais.
A retirada de pauta foi proposta pelo vereador Antenor Ribeiro (PPB), para que haja um maior tempo para estudo da matéria e negociações entre as partes envolvidas. Votaram contra a retirada, porque queriam realizar a votação ontem mesmo, o autor do projeto e outros três vereadores. Na sessão de ontem, frentistas e representantes dos sindicatos de trabalhadores e de proprietários de postos fizeram pressão sobre os vereadores em defesa de seus interesses.
Em Londrina, operam atualmente 98 postos de combustíveis, que empregam cerca de 1.200 trabalhadores, entre frentistas, caixas, borracheiros e lavadores. O salário base da categoria é de R$ 330,00. De acordo com a avaliação do vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Postos, José Barboza Lopes, a implantação de bombas de auto-atendimento pode levar à demissão de até mil trabalhadores neste setor. Os patrões dizem que este número é exagerado e que o auto-atendimento é um caminho inevitável.
(Osmani Costa)

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