Adiada apresentação de parecer de relatório
A conclusão do trabalho que investiga possíveis irregularidades no Instituto de Previdência do Município de Curitiba (IPMC) não foi apresentada ontem pelo assessor jurídico da Câmara Municipal de Curitiba, Clesson Diatolevi, como estava previsto. Ao invés de apresentar o parecer sobre o relatório concluído há mais de dez dias pela Comissão Especial de Inquérito, o assessor preferiu levantar novas dúvidas aos encarregados da comissão.
Segundo o vereador Tadeu Veneri (PT), o assessor jurídico apontou duas hipóteses para o caso dos R$ 52 milhões devidos pela prefeitura ao IMPC. A primeira questiona o próprio repasse dos 8,8%. A dúvida é porque foi pago até julho de 97, se não era devido. E também porque o ex-prefeito Rafael Greca chegou até a encaminhar uma mensagem em 96, propondo o pagamento da dívida em imóveis, se ela realmente não existia.
O segundo ponto levantado seria o do acordo feito pela própria prefeitura. Se ela pagou durante seis meses o repasse aos servidores indevidamente, segundo ela, porque ainda não procurou ser ressarcida. Eles entraram num processo muito contraditório, afirma Veneri.





