Londrina – Depois das pichações, algumas pessoas têm recorrido a um artifício para espalhar suas marcas por Londrina. São adesivos - também conhecidos como stickers – espalhados por vários pontos de Londrina. Os desenhos não dão nenhuma indicação do significado ou autoria. As inscrições são ilegíveis. Embora suponha-se que em alguns casos a intenção seja a de espalhar a arte pela cidade, a prática é ilegal. Além de tratar-se de um crime ambiental, a ação fere a lei municipal conhecida como Cidade Limpa.
Em Londrina os adesivos são feitos com sobras industriais de etiquetas, folha de jornal, papel sulfite, lista telefônica, etiquetas escolares ou mesmo etiquetas inteiriças para impressoras. A reportagem encontrou essas "intervenções" em diversas placas de sinalização. Algumas estavam nas costas da placa, mas outras foram afixadas na parte informativa, como a encontrada no Calçadão, próximo ao cruzamento da Rua Minas Gerais e a Alameda Manoel Ribas, que impede uma visão clara da mensagem que proíbe o trânsito de bicicletas na área. Outra placa, na Rua Professor João Cândido, entre a Rua Sergipe e o Calçadão, ganhou um adesivo em formato circular na parte frontal. A placa também foi danificada por uma pichação.
A maioria das pessoas ouvidas pela reportagem não gostou das intervenções executadas na sinalização viária da cidade. Entre as justificativas citadas pelos entrevistados estão sujo, incompreensível, ilegal, sem sentido e sem função. "É uma forma de expressar, mas isso depreda o patrimônio. Para mim, não me mostra nada; deveria haver mais fiscalização para acabar com isso", disse a estudante de Direito Ana Carolina Alves. Outro estudante de Direito, Marcos de Paula, destacou que existem outros meios para atingir a população. "Quem passa por eles não presta atenção na mensagem e acaba vendo a atitude como vandalismo", destacou.
Para o professor Pedro Célio Daudt, a ação demonstra falta de educação e de cidadania. "Isso deveria ter sido coibido desde a infância pelos pais. É um desrespeito à limpeza da cidade, ainda mais com todas as ferramentas tecnológicas de comunicação. Não há mais necessidade de fazer isso", criticou.
O secretário municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, afirmou que desconhecia a prática e informou que irá investigar a autoria das ações. "Vamos revisar as imagens das câmeras de monitoramento para verificar os autores; também vamos nos encontrar com a Polícia Militar e com a Polícia Civil para ajudar na identificação dos responsáveis", destacou.

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