Adesão ao movimento está crescendo em Ponta Grossa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de setembro de 2001
Denise Angelo <br> De Ponta Grossa 
A adesão de professores e funcionários da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) cresceu ontem e já passa de 60% do total de servidores, segundo o sindicato da categoria. Ontem à tarde, os grevistas fizeram arrastões no campus de Uvaranas, que concentra 40% dos acadêmicos da UEPG, porque alguns cursos mantiveram atividades normais.
Alguns pró-reitores, que preferem não ser identificados, acreditam que a força do movimento só poderá ser avaliada a partir de quinta-feira. Isso porque as aulas dos períodos matutino e vespertino já estavam suspensas até hoje, para a realização do encontro de Iniciação Científica. E a reitoria conseguiu um acordo com os grevistas para que o encontro não seja prejudicado. Nesta semana só estavam previstas aulas normais para o período noturno.
Segundo o presidente do sindicato dos servidores da UEPG, Antônio Tomal, os cursos que oferecem mais resistência à greve são Direito, Administração e Economia, tanto de professores como de acadêmicos. ''Eles (os estudantes) não têm visão do momento político. Querem se formar sem levar em consideração a qualidade do ensino que estão recebendo'', criticou o sindicalista.
Alguns setores da UEPG aderiram totalmente à greve, como as bibliotecas e refeitórios. Já os professores, que participaram em minoria da assembléia que decidiu pela greve, anteontem, passaram a tarde de ontem em reuniões para decidir o posicionamento. Por isso, o sindicato acredita que a partir de amanhã, quando acaba o encontro de iniciação científica, a adesão à greve possa ser considerada acima de 80%.


