Apenas uma passeata pelo Centro marcou a mobilização dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em Curitiba, ontem, quando a categoria entrou em greve em dez Estados. No Paraná, a proposta de greve não chegou sequer a ser votada, por causa da baixa mobilização dos carteiros.
A assembléia que aconteceu quarta-feira à noite em Curitiba reuniu apenas 10% dos 1.200 carteiros. Ontem houve outra assembléia, mas o presidente do sindicato da categoria, Areovaldo Figueiredo, adiantou que ‘‘está difícil’’ mobilizar para a greve.
Segundo ele, a categoria está ‘‘intimidada’’ por medidas preventivas tomadas pela direção da ECT. A empresa anunciou a contratação de 95 carteiros concursados e 150 prestadores de serviços temporários para substituir os ausentes, em caso de greve. Além disso, obteve na Justiça determinação para que os grevistas não realizassem piquetes.
Por causa do início da greve em outros estados, a ECT suspendeu as negociações com os funcionários e retirou a proposta salarial feita dia 3. A empresa havia oferecido 2% de reajuste salarial. Os funcionários querem 21%, mais 5% de aumento real.

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