Adequações atenderão portador de necessidades especiais
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quinta-feira, 15 de abril de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Dificuldade de locomoção na escola não será mais problema para a estudante Amanda Rotiroti Camargo, de 10 anos. Há cinco anos ela perdeu a resistência muscular das pernas e precisa de apoio para andar. Amanda estuda na Escola Maestro Andrea Nuzzi, no Jardim Igapó, Zona Sul de Londrina, que passará por adequações para atender pessoas com necessidades especiais. A prefeitura abriu licitação para contratar uma empresa e realizar as obras necessárias. Os interessados têm até às 9h15 de hoje para entregar os envelopes. O valor máximo é de R$ 48 mil.
A licitação prevê a construção de rampas, instalação de barras, readequação de pisos, pintura, entre outros serviços. As mudanças vão ser feitas conforme a necessidade de cada escola. Em algumas unidades serão realizadas a demolição da calçada e o rebaixamento das guias para cadeirantes. ''As mudanças vão auxiliar muito'', disse a mãe de Amanda, Ivania Rotiroti Camargo. Ela informou que a filha anda pelo colégio com a ajuda de amigos ou de algum funcionário. ''Quando ela precisa ir ao banheiro, tem uma tia que leva'', relatou. Na escola de Amanda, estã o previstas a construção de rampas e a colocação de barras.
De acordo com a diretora do colégio, Kátia Costa Perusso Oliveira, somente Amanda precisa de cuidados especiais, mas a escola tem que estar preparada para atender outros alunos. No caso de Amanda, a colocação de barras de apoio já possibilitará maior independência. ''Ela está usando a cadeira há uma semana somente porque nem todos os locais têm apoio ou alguém por perto'', explicou a mãe. A única preocupação de Ivania é que no ano que vem a filha terá que mudar de colégio e ela não sabe se encontrará o mesmo empenho dos funcionários como tem hoje no Maestro Andréa Nuzzi.
A quebra das barreiras arquitetônicas vai beneficiar 65 alunos portadores de deficiência física que estudam em escolas municipais, dos quais 46 são deficientes em membros e 19 cadeirantes. Nesta primeira etapa 12 escolas de Londrina serão comtempladas: Maestro Andrea Nuzzi, Moacyr Teixeira, Neman Sahyun, Santos Dumont, José Garcia Villar, Carlos Zewe Coimbra, Salim Aboriham, Nair Auzzi Cordeiro, Eugênio Brugin, Américo Coimbra e Maria Carmelita Guimarães e João XXIII. ''Estamos orçando a obra em outras 12 escolas para abrir nova licitação'', disse a secretária municipal de Educação, Carmem Bacaro Sposti. Segundo ela, a empresa vencedora terá o prazo de 90 dias para concluir as obras, após a assinatura de contrato.
Das 79 escolas da rede municipal de ensino (66 urbanas e 13 rurais), 21 já foram readequadas para atender alunos portadores de deficiência física. Outras quatro têm os serviços em execução. De acordo com a gerente de Apoio Educacional da secretaria, Nair Senegalia Morete, até o final do ano a prefeitura pretende adaptar toda a rede para atender as crianças especiais. ''Isso é mais uma das ações que prevêem a inclusão de alunos especiais no ensino convencional'', afirmou Carmen Sposti. Os recursos para a readequação das escolas são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com a contrapartida de 1% do município.


