Utilizado como uma espécie de ‘‘garoto-propaganda’’ do sistema de transporte para deficientes físicos, o adolescente Ademir Nei Antônio, de 13 anos, continuava ontem sem poder usufruir do benefício. Em 2 de outubro do ano passado, dia em que a prefeitura reuniu a imprensa para apresentar os ônibus adaptados, Ademir foi fotografado e filmado ‘‘testando’’ a eficácia do elevador para cadeiras de rodas.
‘‘Se estivesse funcionando, eu poderia sair mais de casa’’, lamenta o garoto, que sofre de paralisia parcial nas pernas. Toda a vez que precisa andar de ônibus, a mãe de Ademir, a dona de casa Iraci Freitas, 44 anos, é obrigada a subir as escadas do veículo carregando o filho, para depois levar a cadeira de rodas, dobrada.
‘‘Evito sair com ele, só quando recebemos uma visita que tem carro’’, afirmou Iraci. Segundo ela, o filho fica ‘‘revoltado’’ por ser obrigado a ficar a maior parte do tempo em casa. (V.D.)

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