Ademi quer alterar novo zoneamento
Emerson Cervi
De Curitiba
A diretoria da Associação dos Dirigentes de Empresas de Mercado Imobiliário (Ademi), em Curitiba, vai apresentar uma proposta de alteração na nova lei de zoneamento e uso de solos de Curitiba, assim que a proposta começar a tramitar na Câmara Municipal. O pré-projeto de lei ainda está sendo discutido por técnicos da prefeitura com representantes da comunidade. Segundo o presidente da Ademi, José Carlos Martins, o objetivo é evitar que as construtoras e incorporadoras de imóveis tenham prejuízos com as novas determinações técnicas. Estamos preocupados porque a proposta muda as regras do jogo e isso pode trazer problemas ao setor, disse Martins.
Segundo o presidente da Ademi, existem muitos projetos guardados a espera de um melhor momento econômico para serem executados. Esses projetos estão no papel e se a empresa tiver que mudar em função de novas leis os prejuízos podem ser grandes.
A melhor alternativa, diz Martins, será incluir na lei uma cláusula de transição. Vamos precisar de prazos para colocar os projetos em andamento porque o momento econômico atual não é favorável a novos empreendimentos e as construtoras estão com um estoque grande de terrenos. Se a prefeitura endurecer e mudar as regras para os projetos que já estão prontos muitos podem antecipar o início das construções em momento desfavorável e criar elefantes brancos, afirmou.
O prefeito Cassio Taniguchi (PFL) disse que os projetos aprovados pela Secretaria de Urbanismo até a data da publicação da nova lei seguirão as normas atuais. Ontem, Taniguchi apresentou o projeto à população do bairro Pinheirinho. Hoje, a reunião será em Santa Felicidade. A previsão é que os vereadores aprovem as mudanças na lei de zoneamento e uso de solos até dezembro. A proposta da Ademi será apresentada à Câmara de Vereadores, que pode acatá-la como emenda.
Para o presidente da Ademi, o aumento dos recuos laterais trará benefícios para a cidade. Nós concordamos com a ampliação das áreas livres entre os prédios. Ele lembra que a Ademi colaborou com a redução do coeficiente de construção nos eixos estruturais há dez anos. Até então um prédio poderia ser seis vezes mais alto que o tamanho do terreno e nós sugerimos que o coeficiente caísse para quatro.





