Adefil avalia iniciativas
da TCGL e da Francovig
O presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil), Paulo Roberto da Silva, elogia a iniciativa da Francovig, mas ressalta que o problema de muitos continua. ‘‘Mesmo estes que vão utilizar a linha 202, como vão fazer para chegar até o Terminal Urbano?’’
Quanto à aceitação dos outros passageiros, ele diz que só esperando para ver como vão reagir, se terão, por exemplo, paciência de esperar o sistema da plataforma elevatória ser acionado e o cadeirante entrar no ônibus.
Silva também considera louvável a disposição da TCGL de adquirir as vans. ‘‘Atualmente a Adefil transporta 15 deficientes por semana para sessões de fisioterapia, e a experiência, até agora, tem mostrado que o sistema funciona.
É inclusive mais cômodo para a pessoa.’’ Ele acha que as iniciativas das duas empresas vão aliviar muito os problemas com locomoção enfrentados pelas pessoas com necessidades especiais.
De acordo com Paulo da Silva, recentemente a Adefil tentou fazer um levantamento junto aos deficientes físicos de suas necessidades, que linhas de ônibus utilizam, os horários mais procurados, mas apenas 5% das 800 malas-diretas enviadas foram retornadas.
Agora, a comissão formada pela Pastoral do Deficiente, Comurb, Secretaria de Ação Social, Adefil e TCGL vai fazer uma nova tentativa.
Segundo a gerente de atenção à família e à comunidade da Secretaria de Ação Social de Londrina, Neusa Tiba, os dados existentes hoje são os obtidos em censo realizado em 1996, que levantou cerca de 3,1 mil deficientes, de maneira geral, no município. Destes, 1.152 eram deficientes físicos.
‘‘Este censo, porém, não especifica o tipo de deficiência e nem o levantamento detalhado por região.’’
Ela lembra que dados informais fornecidos pelas assistentes sociais da prefeitura mostram que o número de pessoas em regiões desassistidas por transporte especial, nas zonas leste e oeste, é muito grande.
‘‘Estamos tentando levantar dados junto às unidades básicas de saúde, escolas e projetos da Secretaria de Ação Social para levantar as melhores alternativas de transporte’’, informa Neusa Tiba. (S.L.)

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