O delegado Adauto de Oliveira, 47 anos, chefe do Grupo Fera, será o novo diretor da Escola de Polícia Civil. O convite foi feito ontem pelo delegado-geral Newton Tadeu Rocha, que, em sua posse na semana passada, afirmou que vai fortalecer a formação dos policiais para ‘‘melhorar’’ a imagem da corporação.
Um dos mais respeitados delegados do Paraná, Adauto já começou o trabalho. Ontem, andava com uma relação dos funcionários nas mãos. Na lista, apareciam alguns nomes já assinalados - os que serão dispensados.
Num outro papel, bem menor e rascunhado à mão, o delegado esboçou as propostas que levará a Rocha. Entre elas, estão:
1)Supervisão do policial no estágio probatório, de dois anos. O estágio é feito logo após a formação na Escola de Polícia. ‘‘Na escola, os alunos passam bem, mas na prática não têm o mesmo desempenho’’, disse. Segundo ele, a lei permite que o policial seja exonerado durante o estágio por ineficiência ou ‘‘falhas graves.’’
2)Aprimoramento do escritório de psicologia. Conforme o delegado, hoje os policiais somente são encaminhados para tratamento em casos de punição. Adauto quer tornar o atendimento padrão nos casos de troca de tiros.
3)Exames de proficiência anuais de tiro e condicionamento físico. Para ele, muitos policiais deixam de treinar ou estão nas ruas com armas modernas que mal sabem usar.
4)Efetivação de cursos técnicos. Inúmeros agentes não conhecem drogas, por exemplo - Adauto disse que ele próprio não conhecia até chegar à Delegacia Anti-Tóxicos. Além das drogas, os cursos tratarão de fraudes, explosivos, estelionato etc.

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