Adaptação em prédio de delegacia
A juíza Branca Bernardi relata que ficou sabendo do método Apac através de um DVD que um estagiário lhe apresentou. Após uma visita à associação de Itaúna, referência mundial no método, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e de órgãos da sociedade civil de Barracão e municípios vizinhos começaram a se articular para implantar uma Apac na região.
Após dois anos tentando viabilizar recursos, o movimento entrou em contato com a secretária de Estado da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, que por coincidência estava considerando a Apac como alternativa a ser implantada na execução penal paranaense. Como já havia a mobilização no Sudoeste, Barracão e vizinhança foram escolhidas para sediar a primeira unidade no Paraná.
O prédio da Delegacia será usado para o programa. A Polícia Civil será transferida para outra edificação. ''Estamos fazendo o orçamento das adaptações que serão necessárias no prédio. Acreditamos que em dois meses a Apac já estará funcionando'', diz a juíza.
A princípio, a Apac poderá atender oito presos em regime fechado e 10 no semi-aberto, capacidade que, de acordo com a magistrada, supre as necessidades locais. A intenção é no futuro construir um prédio próprio para a associação.
''Quando eu condeno uma pessoa a perder oito anos de liberdade não é uma condenação a oito anos de perda da dignidade, da saúde, da educação, do convívio com a família. Nada pode ser mais terrível para os familiares do que saber que um ente querido está numa prisão, distante de casa, sem condições de se recuperar'', argumenta a juíza. ''Seria melhor ao menos uma Apac por comarca do que esses presídios enormes com capacidade para centenas de presos a cada região do Estado.'' (F.G.)





