Arquivo FolhaNo passadoCheida: ‘Paciência com bobagens’As entidades e pessoas ‘atacadas’ ontem pelo reitor Jackson Proença Testa reagiram com indignação. De uma forma geral, a concepção é que o reitor saiu do campo do debate político para o ataque pessoal e gratuito.
O ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida ameaça também ir à Justiça contra o reitor, para que esclareça o que quis dizer ao sugerir que ele estaria desempregado e, mesmo assim, pagando um programa na televisão. ‘‘Em primeiro lugar, estou dando aulas no Colégio Canadá e recebendo da editora FTD para escrever um livro. Em segundo, meu programa (Opinião de Cheida, pela CNT) tem patrocínio.’’
O ex-prefeito rebateu ainda a informação de Testa sobre o Restaurante Universitário. ‘‘Ele esteve em meu gabinete, na Prefeitura, quando lhe disse que ajudaríamos na construção do RU tão logo o Governo do Estado liberasse os recursos para a obra, que já estavam previstos no orçamento.’’
Segundo Cheida, a Prefeitura sempre ajudou a UEL. Como exemplos, ele cita iluminação do campus, asfalto, moledamento e até a compra de um monumento. ‘‘E mais: eu tive a paciência de escutar o reitor falar bobagens quando houve a alteração da Sercomtel de autarquia para sociedade anônima’’, afirma o ex-prefeito. ‘‘Agora, ele tem que ter a mesma paciência em escutar a sociedade sobre o processo eleitoral na UEL, inclusive me escutar como cidadão e ex-aluno da Universidade.’’
Arquivo FolhaPelo PTRamos: ‘Críticas despropositais’
A ex-primeira-dama Marta Cheida também não poupou críticas ao posicionamento do reitor. ‘‘O que esperava é que ele respondesse às críticas que estão sendo feitas ao processo. Mas, ao contrário, ele está tentando desqualificar as pessoas que fizeram as críticas.’’
Ela afirmou que todo o acordo feito com a reitoria, quando deixou as salas de aula para assumir a presidência do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), foi cumprido. ‘‘Durante três anos ocupou o meu lugar, na UEL, a enfermeira Olga Peterlini, que trabalhava na Maternidade Municipal. Depois, ela foi embora para Curitiba e, no último ano que estive no Provopar, a Prefeitura repassou recursos para que a UEL contratasse um docente substituto.’’
Marta Cheida ressaltou ainda que considera normal ter recebido para trabalhar, já que dava expediente administrativo diário no Provopar.
Para José Otávio Ereno, diretor do Diretório Central dos Estudantes, quando o reitor disse que atual diretoria não existe, ele desrespeitou a entidade e, consequentemente, os estudantes. ‘‘Nós fizemos uma ampla reunião com os alunos de toda a Universidade, em abril, com o Conselho Deliberativo do DCE (que reúne os Centros Acadêmicos) e decidimos prorrogar o mandato para realizarmos um congresso da categoria, em agosto. Nesse congresso o estatuto do DCE foi alterado e a eleição foi realizada em outubro. A nova diretoria só não assumiu ainda por uma questão judicial, mas isso já está sendo resolvido’’, diz Ereno.
O presidente do PT-Londrina, Glauco Luciano Ramos, é outro que considerou as críticas de Jackson Testa despropositais. ‘‘Vemos nisso uma grande insegurança do reitor com relação à reeleição.’’ Segundo Glauco, O PT, se tivesse interesse em lançar candidato para a reitoria, não precisaria fazer isso de forma obscura. Quanto ao fato de Testa ter citado Lygia Pupatto e Márcia Lopes como ‘braço do PT’ dentro da UEL, Glauco Ramos respondeu que elas são militantes do partido, assim como muitos estudantes da universidade.
Ana Maria da Cruz, presidente do Sindicato da Saúde e membro da direção estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse ter ficado ‘‘estarrecida’’ ao saber das posições do reitor. ‘‘Essa postura de levantar acusações sem ter provas é extremamente grave, principalmente vinda de um reitor.’’ Ana Maria disse que esteve com Testa na terça-feira e disse a ele que a postura do Sindicato da Saúde não era de ser contra o plebiscito nem a reeleição, mas contra a forma como se deu o processo.
Segundo Ana Maria, o reitor também está equivocado quando fala sobre a prorrogação do mandato no sindicato. ‘‘Houve uma ação judicial em 95 e não em 92, e a decisão da Justiça já saiu, sendo favorável a nós. As contas do sindicato também estão devidamente aprovadas.’’ Quanto à CUT, Ana Maria disse que a entidade não quer tomar poder nenhum. ‘‘A CUT sempre disputou eleições dentro de sindicatos de uma forma transparente e democrática.’’

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