Ossamu KandaLeônidas Barbosa de Andrade (à dir.) participa da reconstituição do crime ao lado de policialOs quatro acusados de participação no assassinato do vereador de Sarandi (7 km a leste de Maringá), Luiz Zanchin (PPS), no último dia 22, participaram ontem à tarde da reconstituição do crime. O comerciante e suplente de vereador José Cristino Malta (PSB) admitiu a participação no assassinato como o mandante do crime. A reconstituição começou às 14h30 na casa da vítima.
O delegado José Aparecido Jacovós comandou todos os passos da reconstituição auxiliado por mais cinco policiais. Segundo Jacovós, a reconstituição foi necessária para tirar todas as dúvidas sobre o caso e anexar no processo as fotos de cada ato realizado pelos quatro.
O assassinato de Zanchin, conforme a reconstituição, aconteceu na noite do dia 22, quando Marcos Alves, 22 anos, e Leônidas Barbosa de Andrade, 31 anos, foram até a casa de Zanchin. Leonidas teria chegado sozinho e chamado Zanchin para conversar. O ex-vereador saiu da casa e foi até o portão para falar com ele. Em seguida, saíram a mulher e o filho do ex-vereador, que ficaram perto da porta. Enquanto os dois conversavam, Marcos Alves teria chegado de surpresa e disparado os tiros que acertaram o peito de Zanchin.
Alves e Leônidas fugiram a pé e foram até o posto de combustível Querência, na saída de Sarandi. Do posto, Leônidas telefonou para Malta informando-o que o ‘‘serviço’’ havia sido feito. O comerciante ainda passou na casa de Aparecido Barbosa de Andrade (irmão de Leonidas) e depois foram até o posto buscar Leônidas e Alves. Malta e Aparecido levaram os dois para Maringá no carro de Malta (uma Parati). Em Maringá, no Jardim Alvorada, os quatro fizeram o acerto do crime e Malta entregou a Leonidas R$ 500,00.
Em seguida, Alves e Leônidas pegaram um táxi e seguiram para a cidade de Nova Esperança (35 km a oeste de Maringá). Durante a reconstituição, Malta também mostrou o terreno, na Avenida Tuiuti, em Maringá, onde a arma do crime foi jogada enrolada em jornal. Aparecido, conforme depoimento prestado na delegacia de Sarandi, teria planejado o crime junto com Malta. Os quatro serão indiciados por homicídio qualificado.
O advogado de Malta, Carlos Eduardo Buchweitz, pretende entrar na Justiça com pedido de revogação da prisão preventiva do comerciante. Ele também pretende pedir a anulação da reconstituição realizada ontem, alegando que não foi comunicado.

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