Acusados reconstituem assassinato
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de dezembro de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
Ossamu KandaLeônidas Barbosa de Andrade (à dir.) participa da reconstituição do crime ao lado de policialOs quatro acusados de participação no assassinato do vereador de Sarandi (7 km a leste de Maringá), Luiz Zanchin (PPS), no último dia 22, participaram ontem à tarde da reconstituição do crime. O comerciante e suplente de vereador José Cristino Malta (PSB) admitiu a participação no assassinato como o mandante do crime. A reconstituição começou às 14h30 na casa da vítima.
O delegado José Aparecido Jacovós comandou todos os passos da reconstituição auxiliado por mais cinco policiais. Segundo Jacovós, a reconstituição foi necessária para tirar todas as dúvidas sobre o caso e anexar no processo as fotos de cada ato realizado pelos quatro.
O assassinato de Zanchin, conforme a reconstituição, aconteceu na noite do dia 22, quando Marcos Alves, 22 anos, e Leônidas Barbosa de Andrade, 31 anos, foram até a casa de Zanchin. Leonidas teria chegado sozinho e chamado Zanchin para conversar. O ex-vereador saiu da casa e foi até o portão para falar com ele. Em seguida, saíram a mulher e o filho do ex-vereador, que ficaram perto da porta. Enquanto os dois conversavam, Marcos Alves teria chegado de surpresa e disparado os tiros que acertaram o peito de Zanchin.
Alves e Leônidas fugiram a pé e foram até o posto de combustível Querência, na saída de Sarandi. Do posto, Leônidas telefonou para Malta informando-o que o serviço havia sido feito. O comerciante ainda passou na casa de Aparecido Barbosa de Andrade (irmão de Leonidas) e depois foram até o posto buscar Leônidas e Alves. Malta e Aparecido levaram os dois para Maringá no carro de Malta (uma Parati). Em Maringá, no Jardim Alvorada, os quatro fizeram o acerto do crime e Malta entregou a Leonidas R$ 500,00.
Em seguida, Alves e Leônidas pegaram um táxi e seguiram para a cidade de Nova Esperança (35 km a oeste de Maringá). Durante a reconstituição, Malta também mostrou o terreno, na Avenida Tuiuti, em Maringá, onde a arma do crime foi jogada enrolada em jornal. Aparecido, conforme depoimento prestado na delegacia de Sarandi, teria planejado o crime junto com Malta. Os quatro serão indiciados por homicídio qualificado.
O advogado de Malta, Carlos Eduardo Buchweitz, pretende entrar na Justiça com pedido de revogação da prisão preventiva do comerciante. Ele também pretende pedir a anulação da reconstituição realizada ontem, alegando que não foi comunicado.


