Silvana Leão
De Londrina
Hoje faz um ano que a advogada Alexandra Greice Blanco Disseró, de 28 anos, foi morta com um tiro num bar da região central de Londrina. Os acusados do crime, Ricardo Wagner Bernardino, de 25 anos, e Márcio Geraldo, de 29 anos, estão detidos na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) aguardando julgamento.
Alexandra Disseró estava com o namorado, Silvio Romaneli, comemorando o aniversário no Bar da Mocidade. Por volta das 23 horas, os assaltantes, armados com um revólver calibre 38 e uma pistola, entraram no bar e dirigiram-se ao caixa. Na saída, trocaram tiros com o policial militar à paisana Moisés Barbosa dos Santos. A advogada foi atingida nas costas e morreu no local. Exames realizados pelo Instituto de Criminalística constataram que o tiro foi disparado pela arma de Ricardo Bernardino.
Os dois assaltantes eram fugitivos da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Segundo o juiz da 3ª Vara Criminal, José Marcos de Moura, faltam duas testemunhas para serem ouvidas no caso, e portanto não há previsão de quando sairá o julgamento dos acusados.
A família de Alexandra Disseró prefere não comentar sobre o assunto. Ontem, o pai da advogada, Anselmo dos Santos Disseró, disse apenas que prefere não questionar ‘‘o porquê das coisas’’. ‘‘Tudo o que falarmos será em vão. Entregamos tudo na mão da Justiça e nem estamos acompanhando o caso’’. Ele contou, porém, que recentemente sua mulher, Elisa, foi até a PEL entregar uma bíblia aos acusados pelo crime da filha.
Segundo a advogada Maria Izabel Batista Alabarces, em outubro a família Disseró ingressou com ação de indenização contra o Estado, fundamentada na ‘‘quebra do dever de vigilância’’, já que os assaltantes eram fugitivos da Colônia Penal. Atualmente a ação encontra-se em fase de citação do Estado.

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