Acusados negam participação em esquartejamento
Osmani Costa
De Londrina
Dois dos três acusados do assassinato de Claudinei César Correia conhecido como Neizinho, 30 anos voltaram atrás e negaram ontem, em depoimento ao delegado-operacional da 10ª Subdivisão (SDP) de Londrina, Valdir Abrahão da Silva, terem participado do homicídio. Édson Alexandre da Silva e Eduardo Bernardo dos Santos participaram, na manhã de ontem, de uma acareação com o delegado e admitiram apenas ter ajudado na tentativa de ocultação do cadáver.
Neizinho foi assassinado e esquartejado na última quarta-feira. Partes do corpo foram encontradas à beira da rodovia PR-090, entre Ibiporã e Sertanópolis, a poucos quilômetros de Londrina, na quinta e na sexta-feira. Continua sumido o braço direito.
O principal suspeito passa a ser agora, segundo avaliação do delegado Valdir da Silva, o comerciante Elias Basílio, que não aceitou participar da acareação. Os três acusados pelo crime estão presos preventivamente. De acordo com os acusados, Neizinho teria sido morto porque vinha ameaçando estuprar a namorada de um deles.
Segundo o delegado-operacional, que tem até o final de semana para concluir o inquérito, todas as evidências apontam para Elias Basílio como único autor do crime, que ocorreu no porão da casa do acusado, no Jardim Marabá (zona leste). Antes de ser cortado em pedaços com um serrote, a vítima foi executada com vários tiros na cabeça.
Em depoimento à polícia, Basílio negou ter sido o autor dos disparos. Para a imprensa, no entanto, o acusado se vangloriou de ter cometido o crime como se tivesse prestado um serviço aos moradores da zona leste da cidade. Basílio, que é ex-policial militar, é casado e tem ficha na Polícia Civil por ameaça de morte contra outra pessoa.
Neizinho tinha um longa folha-corrida na polícia, sob acusação de assaltos, estupro, furtos e atentado violento ao pudor. Ele foi preso algumas vezes e cumpriu pena na Colônia Penal Agrícola da Região Metropolitana de Curitiba, de onde estava foragido.
Para concluir o inquérito e enviá-lo ao Ministério Público, no início da próxima semana, Valdir da Silva ainda tomará o depoimento de algumas pessoas e depende dos laudos cadavéricos do IML e do Instituto de Criminalística sobre o local e arma do crime.





