Acusados negam envolvimento O clínico geral e vereador em Almirante Tamandaré, Alan Queiroz, 60 anos, disse ontem de manhã que não sabe porque seu nome está no dossiê sobre o sequestro de Everton. ‘‘Eu nunca fui chamado para depor sobre desaparecimento de crianças ou tráfico de órgãos nesse ou em qualquer outro caso’’, afirmou. Ele acredita que por ser o vereador mais votado do município, o envolvimento de seu nome no caso pode ter sido por motivações políticas. ‘‘Tenho 34 anos de exercício de profissão, estou há 25 em Almirante Tamandaré e nunca tive qualquer envolvimento com esse tipo de coisa, mesmo porque não sou pediatra.’’ Alan Queiroz não sabe se vai processar os pais de Everton pelas acusações. Advogado Antonio Augusto Figueiredo Bastos, que defende o delegado Kyioshi Hatanda da acusação de envolvimento no tráfico de drogas no Estado, disse que as acusações são infundadas. Hatanda está preso há uma semana por suspeitas de ter participação no crime organizado. ‘‘O que essa CPI está fazendo é uma fraude, prendem pessoas sem acusações concretas, é uma vergonha’’, afirmou. No caso Everton, o advogado disse reconhecer o desespero dos pais do menino, mas que eles não têm credibilidade para fazer acusações contra a polícia. ‘‘Esse senhor já acusou todo mundo, até mesmo Celina Abagge há alguns anos, agora vem com essa história dos delegados, é enojante.’’ Para Figueiredo Bastos, que ouviu as denúncias no programa de rádio, as acusações são feitas com base em boatos. ‘‘Não passa de fantasia.’’ O major Paulo Betes, relações públicas do comando da Polícia Militar do Paraná, desconhece a existência do relatório. ‘‘Não temos informações sobre isso, mas se as pessoas apresentarem o dossiê, o comandante geral poderá abrir um processo administrativo para averiguar responsabilidades nesse arquivamento.’’ O coronel reformado Antonio Elisio e os delegados Brito e Orlando não foram encontrados pela reportagem para falar sobre as acusações. (E.C.)

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