Acusados foram ouvidos ontem pela segunda vez
Acusados foram ouvidos
ontem pela segunda vez
O pastor Flávio Tavares, da Igreja Universal do Reino de Deus prestou ontem seu segundo depoimento na Delegacia de Homicídios, onde responde a inquérito policial por omissão de socorro à telefonista Luciane Belich, de 31 anos. Luciane morreu dia 22 de setembro, no Hospital Cajuru, dois dias após ter sofrido convulsões em uma das igrejas da Universal, em Curitiba. A enfermeira Maria Aparecida Bueno, também acusada no inquérito, acompanhou o pastor na delegacia. Por orientação dos advogados, nenhum dos dois quis se pronunciar sobre o caso até que as investigações estajam concluídas.
Preferimos não dar a nossa versão sobre o que aconteceu porque quem tem que dar versão é porque é culpado, e nós não somos, disse a enfermeira, minutos antes de entrarem na sala do escrivão encarregado do inquérito. Ambos já foram ouvidos no final do ano passado, mas o pastor foi chamado novamente para mais esclarecimentos. A reportagem da Folha também tentou localizar o responsável pela Universal no Paraná, o deputado estadual e pastor Edson Praczyk (PL), mas não conseguiu encontrá-lo.
Além de Tavares, que promovia o culto na noite em que Luciane passou mal, e a enfermeira Maria Bueno, que trabalha naquela igreja, também foram chamados a depor a proprietária do veículo usado para transportar Luciana até um centro psiquiátrico e os dois médicos que prestaram assistência, primeiro no Centro de Triagem Psiquiátrico, depois no Cajuru.
Na delegacia, também não foi impossível obter mais detalhes sobre o inquérito, já que o presidente dos autos, Adão Edson Rolim, única pessoa autorizada a prestar declarações, encontra-se hospitalizado.





