Acusados dizem que confessaram sob tortura James Alberti
Acusados dizem
que confessaram
sob tortura
James Alberti
De Curitiba
O primeiro dia de julgamento dos três acusados do assassinato do menino Evandro Ramos Caetano foi tranquilo, com exceção do tumulto do começo da sessão. Nos dois primeiros depoimentos, Osvaldo Marcineiro e Vicente de Paula Ferreira alegaram ter confessado o assassinato sob tortura. O depoimento do terceiro réu, Davi dos Santos Soares, iria começar por volta das 18 horas e a expectativa era de que acabasse ainda ontem.
Se isso ocorresse, hoje teria início a leitura das autos e a apresentação de fitas de vídeo, veiculadas pela imprensa na época, nas quais os réus confessam ter matado a criança em um ritual de magia negra. Segundo o advogado Edson Delladone, que trabalha como assistente de acusação, a leitura deve demorar quatro ou cinco dias. Depois, passam a ser ouvidas as testemunhas.
O advogado acredita ser normal o fato dos réus alegarem ter sido torturados para confessar. Delladone afirma, porém, que eles confessaram várias vezes, na presença promotores e delegados diferentes. O Vicente, por exemplo, confessou cinco vezes, antes de negar em juízo, diz.
Ontem Vicente de Paula negou participação no crime pela segunda vez. Ele afirmou ter recebido tapas e socos e passado por sessões de afogamento antes de confessar e apontar outros participantes do homicídio. Os depoimentos foram acompanhados por cerca de 15 pessoas, entre elas os pais do menino.





