Curitiba - De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública, os dois delegados, acusados de participarem de um esquema de pedofilia, soltos pela justiça na semana passada, estão prestando serviços administrativos, enquanto o afastamento é analisado pela Corregedoria da Polícia Civil. Já os 14 investigadores e três escrivães, que também estão em liberdade, permanecem afastados temporariamente das suas respectivas funções até que as acusações sejam apuradas nas áreas administrativa e criminal.
Os 23 acusados ganharam liberdade provisória no último dia 6 com a justificativa de que houve excesso de prazo no processo. Eles estavam presos desde o dia 25 de junho, suspeitos de integrar um esquema de pedofilia associado a extorsões, formação de quadrilha, atentado violento ao pudor, prostituição e exploração sexual infato-juvenil.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, para o promotor Paulo Kessler, coordenador da Promotoria de Investigação Criminal (PIC), não existe prazo para finalizar uma ação criminal e a liberação dos réus foi precipitada. O MP entrou com um recurso pedindo que a decisão seja cassada e que todos acusados permaneçam presos.
O recurso só será processado depois que os acusados forem soltos, de acordo com informações da 9 Vara Criminal de Curitiba.
O esquema de pedofilia foi descoberto após denúncia feita na Corregedoria da Polícia Civil pelo filho de uma das vítimas de extorsão. O grupo criminoso era comandado pela jovem Luciana Polerá Corrêia, de 21 anos, apontada como a responsável em procurar, na Internet, clientes interessados em manter relações sexuais com adolescentes. Os policias flagravam o pedófilo com as menores e registravam tudo em fotografias e em vídeo para que servisse de prova para extorquir os clientes.

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