Curitiba O cabo Afonso Odair Konkel e o soldado Nilton Hasse, os dois policiais militares acusados de matar o estudante Anderson Froese de Oliveira, 18 anos, em novembro do ano passado durante uma abordagem policial, foram expulsos da coorporação. Agora devem responder a um processo na Justiça Comum pelo assassinato do adolescente. Segundo o comandante do Comando de Policiamento da Capital, coronel Ariovaldo Neri Júnior, o inquérito policial militar já foi enviado à Justiça.
Anderson e mais alguns amigos estavam pichando um viaduto na Avenida Marechal Floriano, no Bairro Parolin, em Curitiba, quando foram abordados pelos policiais militares. Segundo depoimentos prestados pelos amigos de Anderson, que estavam junto com o rapaz no local, os policiais pediram para que os garotos encostassem no muro para que fosse feita a revista. Nesse momento, segundo uma das testemunhas, um dos policiais teria atirado contra Anderson. A versão dada pelos policiais foi diferente. Segundo eles, Anderson teria reagido à ação.
De acordo com o coronel Neri Júnior, até o dia 30 de junho deste ano, 17 policiais militares já tinham sido excluídos por processos administrativos. Mais 11 questionamentos disciplinares estão em andamento e 25 processos administrativos já foram concluídos, mas dependem da decisão do comandante geral da Polícia Militar, coronel David Pancotti.

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