Os quatro menores acusados de terem roubado a Farmácia Tabajara, na zona sul de Londrina, e assassinado o atendente Dagoberto Ferraz dos Santos, de 44 anos, foram julgados ontem pelo juiz da Infância e Juventude, Ademir Ribeiro Richter. O juiz não confirmou a informação, mas a Folha apurou que eles foram punidos com internação no Educandário São Francisco, em Curitiba.
O latrocínio (roubo seguido de morte) aconteceu na madrugada do dia 12 de fevereiro e causou grande comoção. Depois de roubarem o estabelecimento, um deles voltou e atirou contra o atendente porque teriam achado pouco o valor arrecadado no assalto, R$ 137,00. Os adolescentes L.F. e A.F.O, ambos com 13 anos, e A.D.V.S. e C.C.R.B, com 14 anos, demonstraram frieza ao serem apreendidos pelo delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Luiz Barroso, poucas horas depois do crime.
A privação da liberdade pode chegar a até três anos. De acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), a medida socioeducativa precisa ser reavaliada a cada período de seis meses. Atingindo o limite estabelecido, o adolescente poderá ser liberado, colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida. ''Foi proferida a sentença e eles deverão continuar no Centro Integrado de Atendimento ao Adolscente Infrator (Ciaadi) até a defesa recorrer da decisão dentro do prazo de até 10 dias'', declarou Richter.
A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, também não confirmou a sentença. Mas afirmou que, se procedente, o juiz teria ''ido de acordo com as provas e dado uma resposta para a sociedade, que sempre critica que o ECA não é cumprido''. Mesmo assim, lamentou que eles podem voltar mais violentos ''e adultos''.
Opinião semelhante teve a mãe de Dagoberto, Neide Romanholi dos Santos, 67 anos. ''Eles (os menores) têm que ter uma ocupação (no Educandário), um serviço, porque só a prisão não está adiantando mais nada'', apontou. Quando soube da sentença, ela desabafou: ''Estou aliviada, mesmo sabendo meu filho não vai mais voltar''.

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