Dois dos sete indiciados pela morte do prefeito de Laranjal, Vicente José da Costa, serão julgados hoje, a partir das 8h30, no Fórum de Palmital (170 km a noroeste de Guarapuava). Celso de Paula Antunes, 20 anos, e Natan Padilha, 21, estão presos na cadeia de Palmital e são acusados de serem os executores do assassinato, ocorrido em 31 de outubro de 1998. O então prefeito foi morto com 11 tiros de revólver calibre 38, uma pistola calibre 3.75 e uma espingarda calibre 12. O crime aconteceu na chácara de Costa.
Além de Antunes e Padilha, estão presos Valdivino Teodoro dos Santos, que era vereador de Laranjal na época do crime, e o irmão dele, José Airton dos Santos. Os dois são acusados de ser os mandantes do crime, mas não serão julgados agora porque o processo foi desmembrando. O julgamento deles deve acontecer ainda este ano. Os dois são irmãos do então vice-prefeito da cidade, João Maria dos Santos (PFL), que assumiu o cargo com a morte do prefeito. O processo não apontou envolvimento de João Maria no assassinato.
O promotor Edmárcio Real disse ontem à ‘‘Folha’’, por telefone, que vai pedir a condenação de Antunes e Padilha por crime triplamente qualificado. ‘‘Eles cometeram um crime mediante paga, com emboscada e de forma cruel’’, explica. O júri será presidido pelo juiz Marcelo Teixeira Augusto. O assassinato do prefeito de Laranjal tem ainda outros três indiciados – dois estão foragidos e um está em liberdade provisória por ter uma participação ‘‘menor’’.
De acordo com o processo, Valdivino e José Airton mandaram matar o prefeito para que o irmão assumisse a prefeitura. José Airton é acusado de ter levado os executores até o local do crime. O assassinato ocorreu à noite. O prefeito foi atingido quando saiu de casa para ir ao banheiro. No dia seguinte, a polícia encontrou um litro de gasolina do lado de fora da casa. A residência seria incendiada caso Costa não deixasse a casa.

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