Acusados de extorsão são
afastados do 6º Distrito
Os investigadores Adilson Gonçalves e Gilmar Carpegiani, do 6º Distrito Policial de Curitiba, acusados de tentar extorquir R$ 10 mil da família do empresário catarinense, Sidnei Marcos Petri, foram afastados das funções operacionais ontem. Os dois ficarão à disposição da Divisão Policial da Capital para trabalhos administrativos até o final das investigações. O corregedor-geral, Annibal Bassan Júnior, designou um delegado para apurar o caso. O delegado deverá ir a Santa Catarina para ouvir a família do empresário e o delegado César Krieger, de Florianópolis (SC), que intermediou a libertação de Petri.
A assessoria da Secretaria da Segurança Pública de Santa Catarina informou à Folha que Krieger teria ameaçado prender um cunhado de Adilson Gonçalves para obrigar os policiais paranaenses a libertar o empresário. O cunhado de Gonçalves, de prenome Osni, estaria montando um bar na praia de Canasvieiras, em Florianópolis, e orientou a família de Petri a ceder à extorsão. Ao depor, Osni negou o envolvimento.
O crime foi descorberto após denúncia da mulher do empresário, Simone Petri. Os investigadores teriam prendido Petri com um mandado no qual constava apenas o nome Sidnei de ‘Tal’, sem sobrenome ou endereço. A prisão aconteceu na terça-feira em Florianópolis. Petri foi trazido para Curitiba e ficou preso no 6º DP. Por telefone, os policiais teriam pedido dinheiro à família para não envolver Petri em crimes praticados pelo assaltante Edson de Oliveira Coelho, que tem passagens pela polícia do Paraná.
A mulher do empresário depositou R$ 5 mil na contra de Petri, para que ele pudesse fazer o saque em Curitiba. Depois os policiais aumentaram o valor para R$ 10 mil.
O delegado Clóvis Galvão Gomes, chefe da Divisão Policial da Capital, negou que os policiais tenham planejado a extorsão, o que tornaria a prisão de Petri um sequestro. Segundo Gomes, o mandado de prisão era legal e o empresário acusado de cometer crimes no Estado. Conforme a polícia de Santa Catarina, Petri não tem ficha criminal. (J.A.)

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