O vereador João Gonçalves de Medeiros (PTB), conhecido como João Porquinho, e o ex-funcionário público Simeão Domingues de Souza serão julgados hoje no Fórum de Marialva (17 km a leste de Maringá). Eles são acusados de participar do atentado contra o jornalista Cesar Augusto de Lima, 55 anos.
O prédio onde funcionava o Jornal de Marialva, de propriedade de Lima, foi incendiado na madrugada de 13 de dezembro de 1997. O jornalista, que morava no imóvel, sofreu queimaduras nos braços, pernas e parte do corpo. Na véspera do Natal de 97, a polícia prendeu Adenilton Roberto Prado, 25 anos, e Genival Elias da Silva, 24, que confessaram ter ateado fogo no prédio. Eles acusaram Simeão de ter prometido R$ 200,00 para matar Lima.
Em 3 de dezembro, os dois foram até o jornal, armados com revólver, mas Lima não se intimidou. Souza teria pedido aos dois que colocassem fogo no prédio. Prado e Silva dizem que não sabiam da presença de Lima no imóvel. Os dois acusados serão julgados em separado. A Justiça apurou que Medeiros foi o mandante.
Ele foi condenado a prestar serviços sociais por 4 meses como mandante do primeiro atentado, em 3 de dezembro. Souza também já foi condenado pela ameaça. O advogado de Simeão, Israel Batista de Moura, promete provar a inocência do cliente. ‘‘Ele ficou quase dois anos preso sem julgamento e pagou pelo que não fez.’’ O vereador João Medeiros também garante ser inocente. A Folha não conseguiu falar com o advogado dele, Joran Pinto, que é de Curitiba.

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