Acusados de assassinatos são presos
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terça-feira, 15 de abril de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A Polícia Civil de Londrina prendeu, ontem, dois rapazes, sendo um menor, que confessaram ter participado de dois crimes distintos, um latrocínio e um homicídio. O primeiro a ser preso foi Alexsandro Muniz Freitas Rebeque, 19 anos, que reconheceu ter participado do latrocínio registrado no Mercado Tropical, localizado no Assentamento São Jorge, no dia 20 de março. Na ocasião, foi assassinado um funcionário do mercado, Rodrigo Aparecido de Souza, 20 anos, com um tiro nas costas.
Segundo o delegado operacional da 10 SDP, Márcio Vinícius Amaro, o acusado foi preso, a princípio, por porte ilegal de arma. Em sua casa, na região do Cinco Conjuntos (zona norte), foi encontrada uma cartucheira calibre 36, com a numeração raspada. O rapaz tentou fugir pulando o muro, mas foi preso a poucos metros da casa. Ele disse que tentava fugir, pois pensava que os policiais estavam no local para cumprir o mandado de prisão expedido pela Justiça por sua participação no latrocínio.
Alexsandro já tinha passagens na polícia por roubo. Na delegacia, conforme Amaro, o rapaz confirmou que participou do crime, mas disse que o responsável pelo disparo foi o menor A.S.M., 17 anos, que já havia se apresentado ao delegado e confessado a autoria do tiro. Além dos dois, outro menor, J.E.S., 17 anos, também está preso pela participação no crime. Os dois menores estão detidos no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi). Já Alexsandro foi levado para o 2º DP.
O segundo réu confesso apreendido ontem foi o menor V.A.D., 14 anos, responsável pelos dois disparos que resultaram na morte de Cláudio José Araújo, 21 anos, no último dia 5. O crime ocorreu no Jardim Santiago (zona oeste), mesmo bairro onde ocorreu a prisão. De acordo com o delegado do 3º DP, Marcelo Sakuma, o acusado alegou que vinha sendo ameaçado por Cláudio, por isso decidiu matá-lo. O delegado não acredita que esse seja o real motivo do crime. ''É mais provável que o crime tenha relação com o tráfico de drogas'', observou.
Sakuma afirmou que após prestar depoimento, V.A.D., foi encaminhado pela sétima vez para o Ciaadi. ''É um menor bastante problemático'', conclui.


