Apucarana - O servente de pedreiro Alexander dos Santos, 21 anos, confessou ser o autor do assassinato de uma família de classe média de Apucarana, Centro-Norte do Estado. Em depoimento prestado à Polícia Civil, ele disse ainda que contou com a ajuda de um adolescente, 13, no ato da execução. ''Os dois estão envolvidos. No depoimento, admitiram que executaram a família, e além disso, os laudos do IML batem com o que eles disseram'', explicou o delegado-chefe da cidade, Acácio de Azevedo.
O crime ocorreu no dia 15 de maio e deixou a cidade em estado de choque. Três dias após a execução foram encontrados os corpos do engenheiro-chefe do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Carlos Alberto Camargo Coelho, 63, da esposa Ana Terezinha, 55, e do filho Paulo Roberto, 23. Segundo o delegado, as vítimas foram mortas por asfixia e pauladas na cabeça. Um pedaço de madeira, de aproximadamente um metro, foi o instrumento usado pela dupla de homicidas. ''Tudo isso consta no laudo, mas eles negaram que tenham asfixiado alguns deles'', ponderou o delegado.
Desde o início, Alexander, que era amigo do filho do casal, planejava levar os objetos de valor da residência dos Coelho, local do crime. E para isso contou com a colaboração de um grupo de adolescentes. Além do que participou da execução, mais três estão envolvidos. ''Dois deles invadiram a casa no dia seguinte ao crime e levaram quase tudo o que tinha de valor'', relatou. O outro menor teve a companhia de Wellington Fernando Faleiro, 22, que foi preso em flagrante por receptação de parte dos eletro-eletrônicos e outros objetos furtados da residência das vítimas. ''O motivo? Eles queriam roubar a casa e montaram a situação. Com medo de serem delatados após o assalto, decidiram então matar a família'', contou o delegado.
O inquério que apurou os detalhes do triplo homicídio já foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Wellington e Alexander, que foi indiciado por latrocínio, ocultação de cadáver e formação de quadrilha, estão presos no Setor de Carceragem Temporária (antigo Minipresídio). Os adolescentes são mantidos em ala específica para menores infratores.

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