Uma semana após a apreensão de várias carteiras de habilitação ‘‘frias’’, a polícia de Apucarana ainda não conseguiu identificar e prender os responsáveis pela emissão dos documentos falsos. O delegado João Aquino, que preside o inquérito, admitiu ontem que não há pista concreta.
O delegado da 17ª Subdivisão Policial disse que, a partir do depoimento de João Rodrigues dos Santos, proprietário do Bar Taco de Ouro, a polícia esperava poder chegar nos demais envolvidos. Ele foi preso em flagrante, há oito dias, quando entregava uma CNH falsa por R$ 250 a uma pessoa que havia sido apresentada por um intermediário de Jaguapitã (46 km ao norte de Londrina). Sábado, Santos pagou fiança arbitrada em R$ 2.600 pela Justiça e foi colocado em liberdade. Ele só dará declarações perante a Justiça.
Em Jaguapitã, após a apreensão de cinco carteiras de habilitação falsas que haviam sido compradas em Apucarana, soldados da Polícia Rodoviária encontraram uma outra, procedente de Jataizinho. O documento foi apreendido com o vendedor autônomo Alexandre Baroni, 22 anos.
Em depoimento ao delegado José Arnaldo Peron Martins, ele revelou que já usava a carteira há dois anos, e que a obteve através de um funcionário público em Jataizinho (21 km de Londrina).

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