Acusado nega ser traficante
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de março de 2002
Maranúbia Barbosa Reportagem Local 
O acusado de tráfico de drogas, Airton da Silva Teixeira, o Tuim, preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) na última terça-feira, em uma chácara na zona oeste de Londrina, com 143 quilos de maconha, prestou depoimento anteontem. Ouvido pelo delegado da PF, Nilson Antunes, ele negou ser o dono da mercadoria e alegou que dois quilos da maconha seriam para uso próprio.
Tuim afirmou ao delegado que o restante da droga, escondida em um alçapão, debaixo do assoalho do quarto, era de uma pessoa que ele não conhece. O acusado, que levou um tiro na hora da prisão, foi detido com a esposa, Maria Estela de Melo Teixeira, Mario Cesar Nuevo Lima e Keila Lúcio.
De acordo com o depoimento, Teixeira afirmou que uma pessoa trouxe a maconha do Mato Grosso do Sul e iria entregá-la em São Paulo. Ainda segundo ele, o carro que transportava a maconha teve problemas. Ele afirmou ainda à PF que guardou os pacotes dentro do alçapão sem saber que se tratava de maconha. Para justificar o alçapão oculto sob o carpete, ele disse que constantes assaltos o obrigaram a construir o fundo falso para guardar ferramentas de uma oficina mecânica que ele iria abrir.
Tuim residia em Cornélio Procópio, onde trabalhou como bancário por alguns anos. A esposa dele, Maria Estela, foi presa na cidade com um quilo de maconha. Segundo fontes em Cornélio Procópio, Maria Estela trabalhava como professora.
De acordo com a PF, Teixeira e a mulher recebiam e vendiam a droga, enquanto o outro casal tratava da distribuição. As mulheres estão detidas na carceragem feminina do 2º Distrito Policial. Tuim e Lima estão na Casa de Custódia.


