O comerciante Simião Domingos de Souza, 42 anos, acusado de ter contratado dois homens para colocar fogo no Jornal de Marialva, negou envolvimento no crime. Ele depôs anteontem no Fórum de Marialva (17 km de Maringá) e disse conhecer apenas um dos acusados de ter praticado o atentado. Souza alegou que Genival Elias da Silva fez um serviço de pintura para a família dele e houve um desentendimento no acerto do valor.
Ele disse acreditar que por causa do problema, ocorrido há alguns anos, Silva o envolveu no crime. O advogado Israel Batista de Moura, que faz a defesa de Souza, disse ontem que Souza deixou claro que não tem nenhuma ligação com o jornalista Cesar Lima e nem frequentava Marialva.
O advogado disse que pediu também providências contra o jornalista. ‘‘Ele está tumultuando todo o processo, sempre se manifestando de forma a atrapalhar o trabalho’’, afirmou.
O atentado contra o jornalista Cesar Lima aconteceu na madrugada do dia 13 de dezembro do ano passado. Silva e Adenilton Roberto Prado colocaram fogo no prédio do jornal, onde Lima dormia. Ele teve queimaduras de primeiro e segundo graus em 60% do corpo. No dia 23 de dezembro a polícia conseguiu prender Silva e Prado, que confessaram o crime e acusaram Simião de Souza de ter pago R$ 200 para os dois colocarem fogo no prédio onde funcionava o jornal.

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