Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
O sem-terra Renato Reinehr negou ontem ter participado da morte do segurança José Lopes de OIiveira, conhecido por ‘‘Django’’, ocorrida em 27 de abril de 97, na Fazenda Borborema, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina). Reinehr foi o último dos 12 acusados a prestar depoimento na 1ª Vara Criminal de Londrina.
Segundo o juiz João Luiz Clever Machado, o sem-terra disse que no momento do crime ele não estava na sede da fazenda, local onde Oliveira foi assassinado com um tiro na cabeça, de um revólver calibre 38. Reinehr foi incluído entre os suspeitos depois de alguns depoimentos e afirma que a acusação não passa de intriga para desestabilizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Na época, os sem-terra disseram à polícia que um dia antes do assassinato Django havia ofendido moralmente e ameaçado de morte o grupo que estava acampado na propriedade.
Machado disse que apenas um dos 12 suspeitos confessou ter testemunhado o crime, mas nega a co-autoria. ‘‘O próximo passo é ouvir as testemunhas de defesa e oito testemunhas de acusação. Acredito que até o final do ano o caso esteja concluído’’.
Reinehr e os demais respondem por lesão corporal, cárcere privado e formação de quadrilha contra o arrendatário da fazenda Edson Ricardo Lucena; homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha pela morte do segurança.

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