O empresário e ex-deputado Jorge Maia Filho, 52 anos, de Apucarana, deve encaminhar nos próximos dias uma medida jurídica solicitando o arquivamento do processo que é movido contra ele, sob a acusação de produção e distribuição de dinheiro falso. Um depoimento dado pelo vendedor autônomo Plínio Roberts inocentou Maia de qualquer envolvimento com o caso.
Roberts foi preso pela Polícia Federal no dia 19 de março, em Londrina, junto com mais duas pessoas, de posse de cédulas falsas de R$ 10,00 e R$ 50,00. Na época, ele havia denunciado Jorge Maia Filho e José Roberto Puguesi como supostos participantes na produção e distribuição do dinheiro falso.
No dia seguinte à denúncia, Maia e Puguesi foram detidos por agentes da Polícia Federal, que vasculharam seu escritório e apreenderam equipamentos de informática. O ex-deputado responde o processo em liberdade.
Em novo depoimento prestado ao juiz federal Edvaldo Mendes da Silva, em Curitiba, o vendedor Plínio Roberts - que já responde outro processo por falsificação de moeda -, disse que citou Jorge Maia tentando beneficiar-se de sua influência política e livrar-se da prisão.
No interrogatório, Roberts contou que prestava serviços gráficos a Jorge Maia Filho, quando este dirigia um frigorífico em Apucarana. Ele frisou que envolveu Maia esperando obter ajuda mas isso não aconteceu.
‘‘Meu nome nunca foi manchado e este caso acarretou em prejuízos para mim e minha família’’, afirmou Maia. Hoje ele se reúne com o advogado José teodoro Alves, para definir os termos da medida jurídica em que solicitará o arquivamento do processo, por falta de provas.

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