Albari RosaO professor de artes marciais: ‘‘Ele queria R$ 15 mil para me liberar’’O agente Airton Adonski Júnior está ligado a outro possível caso de flagrante forjado, semelhante ao do meio quilo de maconha ‘plantado’ no carro de Rafael Zanella para caracterizá-lo como um traficante que reagiu à prisão. Quem acusa o policial é um professor de artes marciais - o nome não foi revelado por motivo de segurança - detido no final do ano passado por suspeita de tráfico de drogas. ‘‘Ele queria R$ 15 mil para me liberar’’, denuncia.
O professor conta que caminhava pelo bairro Champagnat, em Curitiba, quando três policiais - Adonsk entre eles - da Delegacia Anti-Tóxicos o abordaram. ‘‘Eu estava limpo, mas eles queriam dinheiro e ‘plantaram’ dois gramas de maconha para me prender’’, lembra. Segundo ele, os agentes disseram que sua situação poderia complicar sem o pagamento de propina. ‘‘Como neguei de novo, eles me levaram em casa e saíram de lá com mais 300 gramas da droga’’, revela.
De acordo com o rapaz, os policiais ainda envolveram a mulher e a mãe do acusado, que ficaram detidas por uma noite. ‘‘Para finalizar a história, armaram mais um flagrante para o advogado que ia me defender e anunciaram que se tratava de uma quadrilha de traficantes’’, recorda. O professor de artes marciais passou mais de quatro meses na cadeia. Hoje, como todos os envolvidos no caso, já responde ao processo em liberdade.
‘‘Deus é justo porque o verdadeiro bandido está preso’’, comemora o rapaz, numa referência a Adonsk, detido preventivamente na Divisão de Segurança e Informações. Ontem deveria haver uma audiência relativa ao processo do professor, mas o policial não compareceu porque dava depoimento no mesmo horário sobre o caso Zanella. (D.J.)

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