Acusado de tráfico diz que Adonski forjou o flagrante
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sexta-feira, 11 de julho de 1997
Curitiba 
Albari RosaO professor de artes marciais: Ele queria R$ 15 mil para me liberarO agente Airton Adonski Júnior está ligado a outro possível caso de flagrante forjado, semelhante ao do meio quilo de maconha plantado no carro de Rafael Zanella para caracterizá-lo como um traficante que reagiu à prisão. Quem acusa o policial é um professor de artes marciais - o nome não foi revelado por motivo de segurança - detido no final do ano passado por suspeita de tráfico de drogas. Ele queria R$ 15 mil para me liberar, denuncia.
O professor conta que caminhava pelo bairro Champagnat, em Curitiba, quando três policiais - Adonsk entre eles - da Delegacia Anti-Tóxicos o abordaram. Eu estava limpo, mas eles queriam dinheiro e plantaram dois gramas de maconha para me prender, lembra. Segundo ele, os agentes disseram que sua situação poderia complicar sem o pagamento de propina. Como neguei de novo, eles me levaram em casa e saíram de lá com mais 300 gramas da droga, revela.
De acordo com o rapaz, os policiais ainda envolveram a mulher e a mãe do acusado, que ficaram detidas por uma noite. Para finalizar a história, armaram mais um flagrante para o advogado que ia me defender e anunciaram que se tratava de uma quadrilha de traficantes, recorda. O professor de artes marciais passou mais de quatro meses na cadeia. Hoje, como todos os envolvidos no caso, já responde ao processo em liberdade.
Deus é justo porque o verdadeiro bandido está preso, comemora o rapaz, numa referência a Adonsk, detido preventivamente na Divisão de Segurança e Informações. Ontem deveria haver uma audiência relativa ao processo do professor, mas o policial não compareceu porque dava depoimento no mesmo horário sobre o caso Zanella. (D.J.)


