O ex-chefe do almoxarifado da Prefeitura de Goioerê (72 km a oeste de Campo Mourão), Admílson de Souza Pereira, o ‘‘Paraíba’’, vai hoje a julgamento pelo atentado contra o então prefeito da cidade, José Paulo Novaes (PDT), em junho de 1995. O júri está marcado para às 8h30 e só deve terminar de madrugada. Paraíba já deveria ter sido julgado semana passada, mas ele não apareceu alegando estar doente. Ele foi condenado duas vezes a 18 anos e 2 meses de prisão, mas os julgamentos foram anulados pelo Tribunal de Justiça.
Paraíba, que está solto desde o final de outubro, é acusado de ter dado os tiros contra o então prefeito, dentro de um restaurante no centro de Goioerê. Novaes estava acompanhado de um segurança, revidou os tiros e saiu apenas ferido. Durante o tiroteio, no entanto, um dos tiros da escopeta usada por Paraíba atingiu a comerciante Neuzely Farias, que estava sentado numa mesa ao lado. Ela morreu no local. Paraíba fugiu e foi preso poucos dias depois. Ele confessou a tentativa de matar o prefeito, dizendo que vinha sendo ‘‘humilhado publicamente’’ por Novaes.
Apesar de Paraíba insistir que agiu sempre sozinho, as investigações policiais chegaram à conclusão que ele cometeu o atentado a mando do então vereador Edilaldo Machado da Cruz. Cruz chegou a ter prisão preventiva decretada, mas está foragido até hoje. Outro acusado de participação, Ronaldo Wilson Hernandes, foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão. Já Fábio Henrique Afonso, o ‘‘Binho’’, vai a júri no mês que vem. Ele foi absolvido no ano passado, mas o julgamento acabou anulado.

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