Maringá - O administrador das unidades de conservação e áreas verdes de Maringá, J.B.L., 45 anos, foi indiciado por atentado violento ao pudor. Ele prestou depoimento ontem na 9ª Subdelegacia de Maringá e confessou que frequentava a casa de uma menor de 12 anos. L., que é casado e pai de quatro filhos, também afirmou que costumava dar carona a ela e a uma outra menina, mas negou que praticou qualquer ato de abuso sexual contra as menores.
O depoimento durou cerca de uma hora. L. disse que conheceu os pais da menina durante a campanha eleitoral de 2000, quando foi candidato a vereador. Afirmou que, desde então, mantém permanente contato com a família da menina e que por diversas vezes a levou para passear com o consentimento dos pais dela. L. contou que o pai da menor o ajudava nas obras de artesanato. Ele justificou as frequentes visitas à menina, afirmando que por ser artesão costuma ir até o bairro próximo a casa dela em busca de pedras decorativas e que no caminho acabava indo até a casa da menor.
O delegado José Aparecido Jacovós disse que as declarações do acusado são importantes para o inquérito. Para Jacovós, apesar de L. negar as acusações existem provas para sustentar o crime de atentado violento ao pudor. Segundo Jacovós, a polícia tem depoimentos importantes como da própria menina que confessou ter praticado sexo oral com L. Além disso, os pais da criança também confirmaram a presença frequente do acusado na casa deles.
Jacovós destacou ainda os depoimentos da diretora da escola onde a menina estuda, que disse ter visto L. várias vezes na frente do estabelecimento escolar a espera da menina, e da psicóloga que ouviu a menor. O advogado de L., José Cícero de Oliveira, acompanhou o depoimento mas evitou declarações à imprensa. Devido à acusação, L. está afastado do cargo que ocupava na Prefeitura de Maringá desde a semana passada.

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