O comerciário Fábio Henrique Affonso, o ‘‘Binho’’, 26 anos, foi absolvido, pela segunda vez, anteontem à noite, da acusação de ter participado, em junho de 1995, do atentado contra o então prefeito de Goioerê (72 km a oeste de Campo Mourão), José Paulo Novaes (PDT). Binho era acusado de ter fornecido a arma utilizada no crime e de ter localizado o prefeito na noite do crime. Novaes estava num restaurante, no centro de Goioerê, e ficou apenas ferido, mas uma mulher que estava ao lado morreu com um tiro de uma carabina calibre 12.
Os advogados Abdias Abrantes Neto e José Aparecido Borges do Santos alegaram durante o julgamento que Binho não sabia dos planos do então vereador Edilaldo Machado da Cruz, que era do mesmo partido do prefeito, e para quem o hoje comerciário trabalhava como assessor na Câmara de Vereadores. Cruz, que está foragido desde o crime, é apontado como o mandante do crime. A tese dos advogados foi aceita por 6 votos a 1.
Dos três acusados pelo crime que já foram julgados, Binho é o único absolvido. Ele já tinha sido absolvido em maio do ano passado, mas o julgalmento foi anulado pelo Tribunal de Justiça, que acatou pedido da promotoria. Na época, o ministério público alegou que a sentença era contrária às provas existentes no processo. Os outros dois acusados pegaram penas consideradas pesadas. Apenas Cruz ainda não foi julgado porque está foragido.
Ademílson de Souza Pereira, o ‘‘Paraíba’’, 31, que efetuou os disparos, foi condenado a 16 anos e 11 meses de prisão num terceiro julgamento. Apesar de condenado, Paraíba aguarda em liberdade julgamento em segunda instância. Ele foi solto a cerca de dois meses, depois de ficar preso por três anos. O outro acusado, Ronaldo Wilson Hernandes, 27, foi condenado a 17 anos e 6 meses e está preso. Ele atuou como motorista de Paraíba no dia do crime.

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