O auxiliar de enfermagem David Fernando Dessunti, 24 anos, se apresentou espontaneamente à Polícia Civil no final da tarde de ontem e foi preso em concordância com o mandado de prisão temporária que havia sido expedido contra ele pela 1 Vara Criminal de Londrina. Ele é investigado no inquérito que apura o homicídio de sua esposa, a estudante de enfermagem Eline Maria Rodrigues Gomes Dessunti, 23, morta com um tiro na cabeça no dia 2 deste mês.
Dessunti foi ouvido pelo delegado do 3º Distrito Policial (Zona Oeste), Manoel Pelisson, e encaminhado para uma cela no 2º Distrito Policial (Zona Leste). O prazo de prisão temporária é de 30 dias. O advogado de defesa, Nilton Roberto da Silva Simão, disse que seu cliente reafirmou inocência e que não haveriam provas concretas que o incriminem. ''O que existem são evidências'', comentou. O advogado aguarda por parte da polícia o envio de material genético de Dessunti coletado dias depois do crime para realizar uma contra-prova em laboratório particular.
Eline foi morta na cama do casal, em sua residência, em um condomínio na Zona Oeste de Londrina. O corpo foi encontrado pouco antes das 8 horas por familiares da vítima e o marido estaria trabalhando neste momento. No local, Dessunti apontou que alguns eletrodomésticos haviam desaparecido.
O delegado não foi localizado por telefone ontem à noite para falar sobre o assunto.

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