O comerciante Antonio Marcos Mantovani, 29 anos, responsável pela morte da modelo londrinense Loanda Marlyn Milani, em março de 1994, foi condenado a um ano e três meses de detenção e vai cumprir a pena em liberdade. Ele foi a júri popular anteontem, pela segunda vez, em Cornélio Procópio, cidade onde ocorreu a morte. Ao contrário do que ocorreu no júri anterior, realizado há um ano, os jurados (por seis votos a um) acataram a tese da defesa, qualificando o crime como homicídio culposo.
Em 30 de março do ano passado, em julgamento que durou mais de seis horas, o comerciante foi condenado por homicídio simples com dolo eventual. Recebeu a pena mínima de seis anos de reclusão em regime semi-aberto, que deveria ser cumprida na Penitenciária Agrícola de Piraquara (região metropolitana de Curitiba). Porém Mantovani ficou preso apenas oito dias e foi solto mediante habeas-corpus.
O crime aconteceu num domingo de manhã, depois de um churrasco organizado na véspera na casa de Nicola Bazan Filho. Além de Loanda, foram convidadas para a festa outras quatro modelos de Londrina.
Anteontem, Mantovani sustentou sua versão para o crime, afirmando que o tiro que atingiu a cabeça da modelo (na época com 18 anos) foi acidental. O comerciante disse acreditar que a arma utilizada, uma espingarda Winchester semi-automática, calibre 22, era de brinquedo.
No júri realizado no ano passado, o promotor Manoel Estevão da Conceição Romualdo mostrou todo o funcionamento da arma diante do júri, ressaltando que, para um tiro chegar a ser disparado pela espingarda, ela deve ser carregada, manobrada e destravada. ‘‘É impossível que ele (Mantovani) tenha disparado sem querer’’, concluiu, na época. Ontem o promotor afirmou à Folha que ainda não decidiu se vai recorrer da decisão do júri.

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