Osmani Costa
O desempregado Luiz Carlos Gouvela, 19 anos, se apresentou na tarde de ontem à polícia e negou que tenha matado, na madrugada de sábado com um tiro na testa, a namorada Simone Aparecida dos Santos, 16 anos. O crime aconteceu dentro de um cômodo alugado por Gouvela no Jardim Leste-Oeste, na zona Oeste de Londrina.
Segundo ele, os dois estavam namorando há cerca de três meses. ‘‘Quando cheguei em casa, Simone estava fumando crack e fazendo ‘roleta-russa’ com o meu revólver. Pedi para ela parar com aquilo, que era perigoso, mas ela não me atendeu. Quando fui tentar tirar a arma dela, por acidente aconteceu o disparo’’, afirmou Luiz Gouvela.
Ele admitiu ao delegado do 3º Distrito Policial (DP), Jurandir Gonçalves André, que também consome drogas. Gouvela tem passagens pela polícia por roubo, estelionato e extorsão. Ele não entregou a arma do crime ao delegado, que desconfia da versão dada no depoimento. ‘‘Quem presencia um acidente não foge, mas tenta socorrer a vítima. E se foi acidente, então por que ele não entregou a arma, que é uma prova material importante para se chegar ao verdadeiro autor do disparo?’, questionou Jurandir André.
Ele indiciou Luiz Gouvela por homicídio doloso, crime que prevê pena de 6 a 20 anos de reclusão. O acusado - que foi ao 3º DP acompanhado pelo advogado Luis Fernando Begnini - responderá ao inquérito em liberdade, porque fugiu do flagrante. ‘‘A versão do Gouvela está muito mal contada, cheia de contradições. Vamos continuar em busca da arma, de possíveis testemunhas, e de provas periciais, como a reconstituição do crime, que solicitaremos ao Instituto de Criminalística’’, comentou o delegado.

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