A Polícia Civil de Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana) e a Justiça local negociavam ontem à tarde a transferência de Luiz Carlos Gonçalves Mariano, 32 anos, para o Manicômio Judiciário em Curitiba. Ele é acusado de ter matado anteontem a mãe, Maria Aparecida Gonçalves Mariano, 53 anos, no acampamento de sem-terra da Fazenda Santa Paula, próximo da divisa com Tamarana.
O investigador da Polícia Civil, Jeferson Pereira dos Santos, informou que Luiz sofre de problemas mentais há aproximadamente nove anos e que anteontem estava bastante agressivo. ‘‘Não conseguimos tomar o depoimento dele no flagrante porque não fala nada com nada. Aqui na cadeia não tem condições dele ficar. Por isso queremos transferi-lo para o Manicômio Judiciário’’, comentou.
De acordo com o relato do pai dele, Pedro Mariano, Maria Aparecida ficou a manhã toda com Luiz. Ao voltar na hora do almoço, encontrou a mulher morta no quintal com uma mão de pilão de aproximadamente três quilos (instrumento usado para triturar cereais) jogado ao lado. ‘‘De repente o filho saiu correndo de dentro do barraco e atacou o pai. Este conseguiu empurrá-lo, pegar uma corda e o amarrou. Foi preciso ainda que o irmão dele, Atair Aparecido Mariano, fosse ajudar’’, relatou o investigador.
Na delegacia Pedro Mariano disse que Luiz Carlos tem problemas mentais há mais de nove anos. Em setembro do ano passado a família o internou numa clínica em Rolândia, mas ele fugiu próximo do Natal e foi para a casa dos pais. Com dó e como Luiz tomava medicamentos, deixaram ficar morando ali, sem que fosse registrado neste período, qualquer anormalidade no comportamento do filho.

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