Acusado de matar jovem é julgado
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sexta-feira, 17 de outubro de 2003
Candice Dequech<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Carlos Luiz de Figueiredo, o homem acusado de matar o estudante universitário Guilherme Alves Ferreira, de 21 anos, em um bar de Curitiba, foi a júri popular ontem pela manhã. Há 10 anos, Ferreira foi morto com um tiro no peito dentro de um bar, na época, um dos mais agitados da cidade. O julgamento, presidido pelo juiz Rogério Etzel, deveria acabar somente por volta da meia-noite.
O Ministério Público (MP) e a defesa divergem sobre o crime. Um dos advogados de defesa, Rodrigo Muniz, alega que Figueiredo agiu em legímita defesa, pois teria sido agredido violentamente por Ferreira e seus amigos. Já o assistente de acusação da promotora Lúcia Giacometti Andrichi, o advogado Dálio Zippin, alega que a briga já havia acabado quando o réu atirou.
Durante a manhã foram ouvidas as duas testemunhas arroladas pelo MP e, à tarde, falaram as cinco testemunhas apontadas pela defesa. Segundo Chrystianni Ferreira, irmã da vítima, houve divergência nos depoimentos das testemunhas de defesa. Outro advogado de defesa, Cláudio Dalledone, rebate dizendo que ela, como irmã da vítima, não teria condições emocionais de avaliar os relatos. ''Os depoimentos estão absolutamente lineares.'' Dalledone ainda disse que Ferreira e seus amigos, lutadores de jiu-jitsu, foram extremamente agressivos.
A irmã de Ferreira ainda conta que o acusado ameaçou de morte o próprio pai e os filhos dele, informação confirmada por Muniz. O advogado, no entanto, alega que Figueiredo teria agido por impulso e que o pai dele teria se retratado perante a Justiça.
A mãe da vítima, Gleci Alves Ferreira, não compareceu ao julgamento porque está internada no Hospital Santa Cruz.
Segundo o juiz, Figueiredo é reu primário e, se condenado, poderá cumprir pena de seis a 20 anos de prisão, por homicídio simples.


